O prazer dos livros:
“O crime do padre Amaro”, edição da Livraria Chardron,
de 1889. Esta obra de Eça de Queiroz (1845-1900), hoje tão falado na imprensa (!!!)
é uma delícia. Eu posso escolher de Eça o livro de que mais gostar. E deste eu
gosto! A obra, que teve uma primeira versão, dispersa pela Revista Ocidental, a
partir de fevereiro de 1875, por iniciativa exclusiva de Jaime Batalha Reis, veio
a ter a 1ª edição, na Chardron, em 1876 (versão diferente); a 2º edição (“nova
edição inteiramente refundida), em 1880; e a 3º edição, que é esta (1889),
acrescentando ao título “Scenas da vida devota”, “inteiramente refundida,
recomposta, e differente na forma e na acção da edição primitiva”. É um livro
oitavo, in 8º, com excelente encadernação, e de atraente manuseamento para ler, o que eu fiz, quando me chegou às mãos. O prefácio é o da 2ª edição, em que Eça explica o seu relacionamento com a obra
de Zola, porque havia quem dissesse que imitava o Crime do Pedre Mouret. Mas
não! São cenas da vida devota, mas mesmo portuguesas! Na escola também seria um
bom livro de Eça, agora que é livre.
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